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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Defensivo Agricola

Senador ficou feliz - 13/05/2011 às 05h10minh
Aprovado Projeto do ex-senador Heráclito sobre defensivo agrícola
Um dos benefícios da adoção do agrotóxico genérico é o incentivo à concorrência.
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado aprovou, nesta quinta-feira (12), proposta que regulamenta produção de agrotóxicos genéricos, de autoria do ex-senador Heráclito Fortes (DEM). O relator do Projeto foi o senador Waldemir Moka (PMDB-MS), que defende que a oferta desses produtos reduzirá os custos de produção e fortalecerá a competitividade da agricultura brasileira. Agora, a matéria segue para a Câmara, caso não haja recurso para votação em Plenário.
O projeto (PLS 190/2010) inclui na Lei dos Agrotóxicos (Lei 7.802/89) o conceito de agrotóxico genérico e estabelece regras para o registro dos produtos, bem como regras específicas para receituário agronômico. Ao manifestar seu voto favorável, Casildo Maldaner (PMDB-SC) observou que produtos genéricos na agricultura já são usados em diversos países e Ivo Cassol (PP-RO) frisou que a ampliação de oferta de insumos agrícolas combate a formação de cartéis, prática que penaliza o agronegócio brasileiro.
Para o ex- senador Heráclito Fortes, um dos benefícios da adoção do agrotóxico genérico é o incentivo à concorrência entre os fabricantes, resultando na redução dos preços desses produtos, o que trará maior competitividade para a agropecuária brasileira, “além de benefícios para toda a população, pois a diminuição dos custos poderá ser repassada para o preço dos alimentos”, frisa. Outro efeito importante da medida, segundo Heráclio será o incentivo à indústria nacional de defensivos agrícolas, já que a sua implementação propiciará às empresas nacionais melhores condições para competir com as grandes multinacionais do setor.
A idéia de criação do agrotóxico genérico surgiu no ano passado, em junho, a partir de conversa do então senador Heráclito com produtores gaúchos durante a Feira Agros show de Bom Jesus, na região Sul do Piauí.   
Gilberto Alves

Agricultura

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A agricultura brasileira se iniciou na região nordeste do Brasil, no século XVI, com a criação das chamadas “Capitanias Hereditárias” e o início do cultivo da cana.
Baseada na monocultura, na mão de obra escrava e em grandes latifúndios, a agricultura permaneceria basicamente restrita à cana com alguns cultivos diferentes para subsistência da população da região, porém de pouca expressividade.
Só a partir do século XVIII com a mineração e o início das plantações de café, que a partir do século XIX seriam o principal produto brasileiro, é que o cultivo de outros vegetais começa a ganhar mais expressividade. Muitos engenhos são abandonados e a atividade canavieira se estagna devido à transferência da mão-de-obra para a mineração e o cultivo do café.
Tal como ocorrera com o período de grande produção da cana-de-açúcar, o auge da cafeicultura no Brasil representou uma nova fase econômica. Por isso, podemos dizer que a história da agricultura no Brasil está intimamente associada com a história do desenvolvimento do próprio país. Ainda mais, quando se considera o período a partir do século XIX quando o café se tornou o principal artigo de exportação brasileiro, logo após o declínio da mineração.
Mas o cultivo do café, que durante todo o século XIX faria fortunas e influenciaria fortemente a política do país, começa a declinar por volta de 1902 quando a crise atinge seu ponto culminante, o Brasil produzira mais de 16 milhões de sacas de café enquanto que o consumo mundial pouco ultrapassava os 15 milhões fazendo com que o preço do café, que já estava em queda, chegasse a 33 francos (bem menos que os 102 francos de 1885).
Desta forma, houve uma necessidade de diversificação da economia que, entre outras atividades além das estreantes indústrias, começava a valorizar outros tipos de culturas. Além do que, o aumento da urbanização do país exigia também, o aumento do cultivo de matérias-primas. Mas, esta mudança tomaria forma mesmo, só a partir da década de 1940.
Atualmente, segundo dados do último levantamento realizado pelo IBGE em novembro de 2007, no Brasil são cultivados 58.033,075 ha de terra. Sendo que a cana-de-açúcar ainda predomina: são produzidos 514.079,729t contra 58.197,297t da soja em grão. Quanto ao café em grão, este responde por cerca de 2.178,246t.
Fontes
http://www.historianet.com.br
http://www.ambientebrasil.com.br
http://www.mre.gov.br
http://www.ibge.gov.br

Gilberto Alves